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FeLV: a doença silenciosa que ameaça os gatos e como tutores podem preveni-la

Veterinária Thais, especialista em felinos da Clínica FamilleVet, alerta sobre a leucemia viral felina e reforça a importância da testagem e vacinação dos gatos em Biguaçu

Pet

Biguaçu

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Foto: A veterinária Thais, especialista em felinos da Clínica FamilleVet, (Foto Divulgação).

A FeLV, ou leucemia viral felina, é uma das doenças mais graves e comuns entre os gatos no Brasil. De acordo com a médica-veterinária Thais, que atua na Clínica Veterinária FamilleVet, em Biguaçu, e está em especialização em felinos, a enfermidade ainda é amplamente disseminada porque muitos animais não são testados e a vacinação preventiva é pouco realizada. “O grande problema é que a FeLV não tem cura. Ela causa queda acentuada da imunidade, infecções frequentes e aumenta significativamente o risco de o gato desenvolver certos tipos de tumores”, explica a profissional.

Como ocorre a transmissão

A transmissão do vírus acontece principalmente pela saliva e pelo contato próximo entre gatos. Situações comuns do dia a dia — como gatos se lambendo, compartilhando potes de água e comida, brincando ou até brigando são suficientes para que o vírus se espalhe. Além disso, uma gata infectada pode transmitir o vírus aos filhotes durante a gestação, parto ou amamentação.

Até mesmo gatos que vivem exclusivamente dentro de casa podem estar em risco se tiverem contato com animais resgatados, recém-adotados ou sem histórico de saúde conhecido.

Testar é proteger

Segundo Thais, a FeLV pode agir de forma silenciosa. “Um gato pode parecer totalmente saudável, mas estar transmitindo o vírus. Por isso, testar é fundamental para proteger toda a casa”, orienta.
A veterinária recomenda testar todos os gatos, respeitar o período de quarentena ao adotar um novo animal e seguir a orientação profissional para retestes, já que os resultados podem variar conforme a fase da infecção.

Doença grave, mas com manejo possível

Embora perigosa, a FeLV não significa sentença de morte. Gatos positivos podem viver bem por muitos anos com acompanhamento adequado, nutrição de qualidade, controle de infecções e ambiente tranquilo.
“Não existe cura, mas existe manejo clínico eficaz. O importante é oferecer qualidade de vida e evitar novos contatos que aumentem a carga viral”, ressalta Thais.

Gatos não devem ter acesso à rua

A veterinária reforça que permitir que o gato circule na rua é um erro grave. “Além da FeLV, há risco de atropelamentos, envenenamentos, brigas e infecções. Gatos devem viver dentro de casa, com telas de proteção, brinquedos e estímulos adequados”, alerta.

Prevenção é o caminho

Para manter os felinos saudáveis, Thais recomenda:
• Testar todos os gatos, inclusive os aparentemente saudáveis;
• Respeitar quarentena ao adotar novos animais;
• Retestar quando indicado;
• Vacinar gatos negativos conforme orientação veterinária;
• Evitar o acesso à rua.

A prevenção é simples e eficaz, destaca a veterinária. “Testar, vacinar, manter o gato em ambiente seguro e procurar o veterinário ao notar qualquer alteração são atitudes que salvam vidas e protegem toda a comunidade felina.”