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Vergonha: Erika Hilton transforma gabinete em camarim e vira alvo de denúncias no Congresso

Deputada do PSOL nomeia maquiadores pessoais como assessores parlamentares e enfrenta representações por improbidade e quebra de decoro

Brasil

Santa Catarina

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Erika Hilton nomeia maquiadores pessoais como assessores com salários públicos e vira alvo de denúncias no Congresso (Foto Divulgação)
A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) está no centro de uma nova polêmica em Brasília após nomear dois maquiadores pessoais como assessores em seu gabinete na Câmara dos Deputados. A decisão, considerada por muitos como um claro desvio de finalidade, gerou representações no Conselho de Ética da Câmara e na Procuradoria-Geral da República (PGR). Os contratados, Ronaldo Hass e Indy Montiel, atuavam na imagem pessoal da parlamentar e agora recebem salários pagos com recursos públicos, sendo que um deles chega a ganhar quase R$ 10 mil por mês.
A atitude, que escancara o uso de cargos públicos para fins pessoais, é incompatível com a responsabilidade que se espera de uma parlamentar eleita para representar a população. Não se trata apenas da legalidade do ato — que pode até ser amparado pela prerrogativa de cargos de confiança — mas da total falta de respeito com o dinheiro do contribuinte e da banalização das funções públicas dentro do Congresso.
Erika Hilton tentou se defender nas redes sociais dizendo que “não contrata maquiador com verba de gabinete” e que os profissionais prestam serviços técnicos no exercício do mandato. No entanto, as evidências apontam o contrário: ambos aparecem frequentemente ao lado da deputada em situações não institucionais, como sessões de maquiagem para eventos e gravações. O histórico público de ambos é exclusivamente ligado ao universo da beleza e da estética, o que torna difícil sustentar que foram escolhidos por critérios técnicos voltados à atividade legislativa.
A reação da oposição foi imediata. O deputado Paulo Bilynskyj (PL-SP) protocolou representações formais pedindo que Hilton seja investigada por improbidade administrativa e quebra de decoro parlamentar. Na avaliação dele e de outros parlamentares, a deputada usou a estrutura pública para benefício pessoal, o que atenta contra os princípios da moralidade, legalidade e eficiência na administração pública.
Casos como este ajudam a corroer a confiança da população nas instituições. Enquanto o país enfrenta desafios graves, como desemprego, crise na saúde e falta de verbas para educação, uma representante da população opta por priorizar sua imagem pessoal com recursos da Câmara. Mais do que uma questão ética, trata-se de um desrespeito à função pública e aos eleitores que depositaram confiança em seu mandato.
Se o Congresso não reagir com firmeza, abre-se precedente para que outros parlamentares tratem seus gabinetes como extensões de suas vaidades, deixando de lado o verdadeiro papel de um legislador: servir ao povo e não a si mesmo.