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Por Décio Baixo Alves
Um vídeo publicado pelo prefeito de Antônio Carlos, Nelinho, mostra o gestor municipal com a enxada na mão, ajudando a limpar pontos de ônibus da cidade. No vídeo, ele agradece aos servidores e diz que a “mão de obra da Prefeitura é escassa”, prometendo repetir a ação em outros locais públicos. Junto a Nelinho aparece seu vice, outros servidores e alguns puxa sacos.
Por mais que a atitude de “botar a mão na massa” possa parecer um gesto de humildade e proximidade com a população, ela expõe um problema muito mais sério: a ausência de gestão estratégica. Um prefeito não é eleito para capinar. Prefeito é eleito para planejar, executar e liderar políticas públicas que mudem a realidade de um município.
Se Antônio Carlos não tem servidores suficientes para realizar a manutenção de pontos de ônibus, há algo errado na administração. É papel do chefe do Executivo organizar a máquina pública, buscar eficiência e garantir que serviços básicos funcionem sem precisar interromper o fim de semana para transformar o trabalho operacional em espetáculo. O prefeito pode até argumentar que a ação foi no sábado e que no fim de semana dele ele faz o que quiser, mas a tentativa é maquiar sua gestão pífia marcada pelo improviso e falta de planejamento .
O papel de um prefeito é articular, planejar e buscar recursos estaduais e federais para desenvolver a cidade. Antônio Carlos precisa de obras estruturantes, investimentos e gestão moderna e não de “videozinhos” de capina para as redes sociais.
O gesto de Nelinho, embora simbólico, retrata uma administração sem rumo, que tenta suprir a falta de resultados com ações pontuais e midiáticas. A comunidade de Antônio Carlos merece mais do que marketing de enxada na mão. Merece planejamento, obras e desenvolvimento real.
A falta de gestão da prefeitura de Antônio Carlos não fica só nas ações mas também no campo jurídico e administrativo. Recentemente o Ministério Público entrou com uma ação contra a prefeitura acatada pelo juiz tirando do conselho do Fundeb o vice-prefeito da cidade. Até mesmo um aluno de direito calouro sabe que jamais um gestor poderia assumir tal cargo pois lida com verbas públicas e um vice-prefeito não pode fiscalizar a si próprio. Outra ação foi uma lei que criava cargos comissionados para o exercício de funções técnicas e burocráticas, sem a exigência de concurso público, uma verdadeira festa de empregos para os amiguinhos. A justiça barrou essas anomalias.
Na verdade a dupla Nelinho e Léo tem mais é que capinar pontos de ônibus mesmo para mostrar algum serviço efetivo.
Clique aqui e assista o vídeo de Nelinho capinando ponto de ônibus
Clique aqui e leia a reportagem onde o MP acusa e justiça barra Léo como conselheiro do Fundeb