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Por Bruno Souza – ex deputado estadual de SC e vereador de Florianópolis
Recentemente, o padre Fernando Marsilha, de Aparecida, fez duras críticas ao deputado federal Nícolas Ferreira e àqueles que defendem o direito ao porte e à posse de armas. Em sua fala, o sacerdote classificou como “falso cristão” quem apoia o armamento civil e afirmou que “a arma só tem uma finalidade: ferir e matar”.
Com todo respeito ao padre, é justamente em defesa da vida que se sustenta o direito de se proteger. A Bíblia, que deve ser nossa referência de fé e moral, é clara nesse ponto. Em Êxodo 22, 2 está escrito: “Se um ladrão invadir uma casa e for morto, não há dívida de sangue.” Ou seja, quem defende sua casa e sua família não comete pecado. A vida do inocente tem precedência sobre a vida do agressor. Isso não é violência gratuita. É justiça.
No Novo Testamento, em Lucas 22, 36, Cristo também nos ensina: “Quem não tem uma espada, venda sua capa e compre uma.” Jesus não aboliu a lei da defesa, tampouco nos mandou sermos passivos diante da injustiça. O mandamento é “não matar”, mas também é “não se deixar matar”. Entregar-se à violência sem resistência não é sinal de santidade, é negar o valor da própria vida.
A história, por sua vez, nos mostra que o bem e a liberdade muitas vezes precisaram ser defendidos com coragem. No ano de 711, quando os muçulmanos invadiram a Península Ibérica e dominaram aquele território por quase 800 anos, foram os reis católicos Isabel e Fernando que reconquistaram a Espanha. E como o fizeram? Com espada na mão. Não foi com ingenuidade moral ou discursos vazios, mas com determinação e fé.
Ser cristão não é aceitar a injustiça. É proteger o inocente, preservar a família e garantir que o mal não prevaleça. A verdadeira coerência cristã está em defender a vida, inclusive a própria.