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O protetor de animais acusado de manter cães mortos em um freezer e dezenas de outros animais em condições graves de saúde virou réu por maus-tratos, informou o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC). A denúncia foi aceita pela Justiça e o homem agora tem prazo para apresentar recurso.
O caso teve origem em 7 de agosto do ano passado, quando uma força policial encontrou cerca de 80 cachorros desnutridos, doentes e vivendo em condições insalubres no sítio em Biguaçu, na região da Grande Florianópolis. Entre os animais havia cães mortos que estavam armazenados em um freezer no local.
Após a ação policial, o homem foi solto sob a condição de não poder cuidar de nenhum animal, conforme decisão judicial. A defesa do réu afirmou na época que o congelamento dos corpos teria sido adotado como uma medida emergencial para tentar proteger outros cães de supostas doenças virais, mas essa justificativa ainda é alvo de questionamentos das autoridades.
Além dos cães encontrados no freezer, os animais resgatados passaram por atendimento veterinário, com vacinação, castração e microchipagem, e foram encaminhados a organizações e grupos de proteção animal para cuidados e possíveis adoções. A Fundação Municipal de Meio Ambiente de Biguaçu (Famabi) informou que os cães foram distribuídos para entidades como o Grupo de Operações e Resgate (GOR), a ONG Fiel Dog, voluntários da causa animal e a clínica Family Vet, onde receberam tratamentos necessários após o resgate.
O processo agora seguirá seu curso na Justiça, com o réu respondendo pelas acusações de maus-tratos a animais. Organizações de proteção animal acompanharam o caso desde o início e reforçam a importância de responsabilizar quem causa sofrimento aos bichos.