Mostrar mais resultados...

Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors

Mostrar mais resultados...

Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors

Falando de Futebol - Por Júnior Moresco (23/01/2026)

Uma visão franca e apaixonada sobre o nosso esporte, por Júnior Moresco.

Colunista

Santa Catarina

Logo Jornais em Foco

Jornais em Foco

Foto: Figueirense: vergonha histórica no Campeonato Catarinense

O que o Figueirense está fazendo no Campeonato Catarinense de 2026 é uma vergonha histórica. Não tem outro nome. Três derrotas seguidas, quinto lugar em um grupo de apenas seis clubes e chegando à última rodada dependendo de outros resultados para não cair no quadrangular da morte. Isso não é campanha ruim. Isso é vexame.

É inacreditável um clube do tamanho do Figueirense se submeter a esse papel. Um time com camisa, história e torcida gigante terminar a penúltima rodada olhando para baixo, com medo de rebaixamento estadual. É humilhante.

Tudo começou em Brusque, quando Waguinho Dias resolveu inventar, bancar o “professor Pardal” e poupar jogadores como se o Figueirense tivesse gordura para queimar. Perdeu. No clássico, dentro do Orlando Scarpelli, foi inofensivo, apático, covarde. Mais de 100 minutos sem assustar o Avaí uma única vez. Nenhuma. Zero. Depois vieram as desculpas, porque quando falta futebol, sobra justificativa.

Na sequência, perde para o Concórdia. Sim, para o Concórdia. Um clube infinitamente menor, com menos estrutura, menos história e menos investimento. Isso diz muito mais sobre o Figueirense do que sobre o adversário.

A demissão do treinador? Tardia e previsível. Três derrotas depois, joga-se o técnico aos leões para tentar salvar o que já está errado há anos. Nenhuma convicção, nenhum planejamento. Apenas improviso e desespero.

Agora o cenário é grotesco. Marcílio Dias, Joinville e Carlos Renaux já estão no quadrangular da morte. O Figueirense pode ser o próximo. E vale lembrar: de quatro clubes, três caem. É isso que virou o Figueirense — um candidato real ao rebaixamento estadual.

Não é azar. Não é chuva. Não é gramado. É gestão fraca, decisões erradas e um clube que perdeu o respeito até por si mesmo. E quem paga essa conta, como sempre, é o torcedor, que ano após ano engole vergonha, humilhação e frustração.

E falo tudo isso independentemente de uma possível classificação no final de semana. Torcedor é passional, mas chega. Chega de sofrer, de passar vergonha. Está na hora de uma mudança radical, de alguém com projeto real de reconstrução e desenvolvimento do clube.

A situação do Figueirense é dramática. Primeiro, precisa vencer o Camboriú — e mesmo jogando em casa, isso gera dúvidas. Vencendo, ainda depende de uma vitória do Joinville contra a Chapecoense, lá no Oeste. É possível? Futebol permite tudo, mas sejamos honestos: é muito difícil.

Ou então precisa de uma vitória do Concórdia sobre o Barra, dentro da Arena Barra. Um Concórdia que já atingiu seu objetivo na competição e provavelmente nem jogará com força máxima. Por fim, resta torcer para o Avaí vencer o Santa Catarina, um jogo duríssimo, já que o time de Rio do Sul está invicto e o Avaí vem de grande desgaste físico.

Ou seja, é rezar. E rezar muito para o Alvinegro do Estreito não cair no quadrangular da morte e se juntar a Joinville, Marcílio Dias e mais um.

O Figueirense hoje não dá raiva. Dá tristeza.

Porque o fundo do poço não parece mais ter fim.