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Polícia Civil deflagra operação “Desvio de Fase” e mira esquema de licitações em Governador Celso Ramos

Ação cumpre nove mandados contra corrupção e direcionamento em contrato de manutenção de iluminação pública; diligências também ocorreram em Biguaçu.

Polícia

Governador Celso Ramos

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Policiais civis em operação “Desvio de Fase” cumprindo mandados em Governador Celso Ramos e Biguaçu.

A Polícia Civil de Santa Catarina, por meio da Delegacia de Combate à Corrupção (DECOR) da Diretoria Estadual de Investigações Criminais (DEIC), deflagrou na manhã desta terça-feira (10/02) a operação “Desvio de Fase”, com o objetivo de desarticular um suposto esquema de corrupção e direcionamento de licitações no setor de manutenção de iluminação pública no município de Governador Celso Ramos.

De acordo com a investigação, o processo licitatório de 2024 para a melhoria da rede elétrica municipal apresentou indícios de manipulação ainda na fase interna da licitação, favorecendo uma empresa específica. As apurações apontam que os investigados teriam influenciado diretamente a elaboração da planilha orçamentária, direcionando o resultado e restringindo a competitividade para outras empresas interessadas.

No total, nove mandados de busca e apreensão foram cumpridos, com base em ordens expedidas pela Vara de Garantias da Comarca de São José, abrangendo endereços residenciais, sedes de empresas e um órgão público nos municípios de Governador Celso Ramos e Biguaçu. Durante as diligências, foram apreendidos aparelhos celulares, computadores, mídias de armazenamento e documentos diversos, que serão periciados pela equipe de investigação. 

Segundo a Polícia Civil, a investigação identificou discrepâncias substanciais nos valores e a repetição do mesmo modus operandi em certames anteriores, resultando em aditivos contratuais sucessivos. A operação contou com a participação de cerca de 40 policiais civis das Delegacias Especializadas da DEIC. 

Os envolvidos poderão responder pelos crimes de fraude ao caráter competitivo de licitação, associação criminosa e outros delitos contra a administração pública. As investigações seguem em sigilo para garantir a eficácia das diligências.