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O primeiro grito de campeão do ano é do Corinthians. E não apenas pelo placar ou pela taça levantada, mas pelo contexto, pela entrega e pela capacidade de competir em um jogo grande, pesado e cercado de tensão do início ao fim.
Empurrado por uma torcida que faz a diferença e transforma qualquer decisão em caldeirão, o Timão superou o Flamengo e reafirmou uma verdade antiga do futebol: títulos se conquistam com organização, leitura de jogo e espírito coletivo. Dorival Júnior foi preciso e inteligente. Armou um Corinthians sólido, disciplinado, intenso na marcação e extremamente consciente do que precisava fazer. Não foi um time afoito, nem desorganizado. Foi um time competitivo, maduro e preparado para decidir.
A vitória corintiana ganha ainda mais valor pelo tamanho do adversário. Do outro lado estava um Flamengo forte, com elenco caro e favorito para muitos. Ainda assim, o Corinthians se impôs mentalmente, soube sofrer quando necessário e foi letal nos momentos decisivos. Campeão não é quem joga mais bonito, é quem entende melhor o jogo — e nisso o Timão foi superior.
Sobre a arbitragem e o VAR, é importante registrar: tudo foi conduzido dentro da legalidade. As decisões seguiram o que está previsto no regulamento. Ainda assim, na minha opinião, a condução foi equivocada. A falha do VAR durante uma partida decisiva e a forma como alguns lances foram tratados geram desconforto e discussão, algo que um jogo desse tamanho não deveria carregar. Mesmo legais, certas decisões poderiam ter sido melhor administradas.
Mas nada disso tira o brilho da conquista. O Corinthians não se abalou em momento algum. Manteve o foco, a concentração e a entrega. E aí surge, com ainda mais força, o nome de Yuri Alberto. Símbolo desse título. Um atacante que representa a essência do Corinthians: luta, entrega e decisão. Brigou o jogo inteiro, enfrentou a defesa adversária, correu sem parar e apareceu quando o time mais precisou. Yuri é aquele jogador que não se esconde em final — ele chama a responsabilidade.
O Corinthians foi campeão porque teve comando, teve elenco comprometido e teve uma torcida que empurrou do primeiro ao último minuto. Soube competir, soube sofrer e soube vencer.
Esse título fortalece o clube, dá confiança para a sequência da temporada e manda um recado claro ao futebol brasileiro: o Corinthians segue vivo,
O primeiro campeão do ano veste preto e branco. Não por acaso, não por polêmica, mas por merecimento. O Corinthians entendeu o tamanho da decisão, competiu como poucos e saiu de campo com o que realmente importa no futebol: a taça.