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Por Décio Baixo Alves
A polêmica envolvendo o Supremo Tribunal Federal (STF) ganha um capítulo estarrecedor: o escritório da advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes, teria assinado, ainda em 2024, um contrato de R$ 129 milhões com o Banco Master. Segundo reportagem, o pagamento seria feito em 36 parcelas mensais de R$ 3,6 milhões.
O que chama atenção não é apenas o valor “inédito” mas o claro conflito de interesses: o Banco Master é alvo de processos e investigações, alguns sob avaliação do próprio STF. A pergunta que ecoa com força na opinião pública é: será que esse contrato existiria se Viviane não fosse esposa de um ministro da mais alta corte do país?
Esse escândalo soma-se a outras suspeitas envolvendo a Corte como a viagem de jato do ministro Dias Toffoli com advogado ligado ao mesmo banco para assistir a final da Libertadores em Lima (Peru).
Enquanto isso, o Senado Federal permanece em silêncio, mesmo sendo o único órgão constitucionalmente habilitado a investigar e responsabilizar ministros. No entanto uma recente decisão monocrática do STF estabeleceu que apenas a Procuradoria-Geral da República (PGR) pode oferecer denúncia contra integrantes da Corte o que, na prática, reforça a blindagem institucional.
O resultado? A sociedade observa estarrecida o que parece ser uma “ditadura da toga”: privilégios exorbitantes, contratos milionários, impunidade. A cada nova revelação, a imagem da maior corte do país desaba um pouco mais e o Brasil converge para o fundo do poço em termos de credibilidade judicial.
Clique aqui e assista o comentário do jornalista do programa Band